Margem Esquerda
Hai-kais e poemas de Caíque Vieira
sábado, 28 de fevereiro de 2026
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026
1948…
A noiva agradece.
O poeta reflete sobre
o que permanece:
flor amarelada,
fita em sépia, nota (ídem)
de forma educada,
ao poeta um pretexto
a propósito daquele
delicado gesto.
Buganvílias ao vento
Eu fiz essa música há muitos anos, tem muita influência das grandes orquestras de jazz que nesse tempo eu ouvia muito, por isso eu tinha dúvidas se havia ou não trechos melódicos iguais aos de alguma música conhecida. Gravada só com o meu piano, pesquisei se o Google Music identificava, não identificou. Depois de feito o arranjo pelo aplicativo, pesquisei outra vez e nada. Então, parece que está tudo certo, não há nenhum escape inconsciente, é minha mesmo.
Ela nunca teve um título, mas quando fiz ao piano, o que me inspirava eram as grandes orquestras de jazz que o papai e a mamãe escutavam depois do jantar na sala da casa da rua dr. Pompeu. Depois do poema 1948 e do arranjo feito no aplicativo, eu quis associar os dois, eu pensei em dar o mesmo título. Perguntei à Gilda o que ela poderia associar à música pra lhe dar um título, ela sugeriu Buganvílias ao vento. Achei boa a ideia e ficou.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
Ecos de Cartagena
Cartagena, mi amor
Hoy me voy a Cartagena
Cartagena, mi amor
Yo voy a bailar la salsa
Con una chica que allá se quedó
En mi cuerpo un viejo ron
La pasión en mi corazón
Con la chica en mis brazos
Ya bailo y doy los primeros pasos
Cartagena
Preséntale al mundo tu color
Mi morena
Me deja muy loco tu olor
La luna que allá se exhibe
A la noche del Caribe
Contempla a mi alma llena
De claro amor a Cartagena.
Para ouvir a música clique aqui
***
Em 2008, fomos a Cartagena das Índias. É o nome completo dessa cidade colombiana deslumbrante, na costa do Caribe. Se Paris é uma festa, Cartagena também é. Durante o dia o calor é muito intenso. Depois do café da manhã, fazíamos um breve tour (justamente por causa do calorzão) pela cidade e voltávamos para a piscina do hotel, já animadíssima. Depois das 16:00h, íamos para a parte antiga da cidade, murada, que é onde a festa acontecia. Numa noite, estávamos todos numa mesa de um bar muito animado por um conjunto que tocava salsa, muita gente dançava, contagiava, me levantei e fui para o balcão para apreciar melhor, pedi um Ron, e fiquei por ali, mais próximo da música e dos que dançavam, a Gilda me fotografou.
Essa música e letra foram feitas quando cheguei, vendo as fotos, me lembrando de tudo ainda. Hoje, já nem me lembrava direito da música, a letra (escrevei em espanhol) estava guardada, relendo fui me lembrando aos poucos da música, toquei ao piano e cantei para o aplicativo e pedi um arranjo de salsa.
Paz sobre as águas
Vela branca ao vento
desliza mansa a faluca,
o Nilo flui lento.
***
Quero ir para o Folie Bergère
Depois de dias a viajar
e um outro mundo a conhecer
o meu desejo era pecar
com um par de pernas me entreter.
Chega de islã, de Maomé
quero ir para o Folie bergère
de balão, faluca ou a pé
só para ver um mocotó de mulher.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Francesa.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
sábado, 21 de fevereiro de 2026
Uma flor para um novo amor
Uma flor para um novo amor
Não há nada melhor que uma pequena flor
Com seu perfume e cor
Pra mostrar um grande amor
A flor como a poesia enternece a dor
Mas há quem faça o horror
de banir poesia e flor
Você, faça o favor
Não despreze a dor
De quem tanto amou
O poeta dizem que é um fingidor
E vai fingir que é dor
A dor que deveras sente
E os que lêem o que escreve sentem mesmo a dor
E até sentem tão bem
Mas só a que ele não tem.
Sei lá, seja como for
Que eu senti foi dor
E foi dor de amor
Que sofri, sofri
Mas valeu, já passou
Se é pra repetir
Não há nada melhor pra esquecer um grande amor
Do que um novo amor
Com o seu perfume e cor…