domingo, 2 de agosto de 2026

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Pandemia e extrema direita


Pandemia e extrema direita


Os nossos melhores sonhos

Não podiam florescer

Confinados e tristonhos

Lutamos pra não morrer


O isolamento social

Era uma coisa de dar dó

Uma dor adicional

Para quem morava só


Tentei o alento refazer

Porque ainda há coisa pior

Do que o sonho suspender:

Abotoar o paletó.


Felizmente já passou

Vencemos a pandemia

Mas outra peste chegou

Pra tirar nossa alegria.


"A peste é a extrema direita

Fascistas não passarão!"


"A peste é a extrema direita

Fascistas não passarão!"


"A peste é a extrema direita

Fascistas não passarão!"


 música

Frisson no Balaton.


segunda-feira, 27 de julho de 2026

Três figurinhas




Bunker e regaço


Bunker e regaço


Na verdade, esteta

é, antes de quase nada,

músico e poeta. 


Ora aposentado,

comete canções e poemas 

e este foi seu brado! 


Sublima a beleza

que traz à inquieta alma

humana a leveza. 


Não se vê o piano

(está atrás do fotógrafo)

do seu cotidiano,


mas este é o seu espaço

livre com seus artefatos

– bunker e regaço.

Se você não for...



Se você não for...


Se você não for 

também não vou, eu não vou, eu não vou

Se você não for 

também não vou, eu não vou.


Eu quero dançar 

só com você

você triste assim 

não vou deixar.


...

[Instrumental]

...


Eu quero dançar 

só com você

você triste assim 

não vou deixar.



quinta-feira, 16 de julho de 2026

Dois cachorrinhos


Dois cachorrinhos

Da Luiza, os dois cachorrinhos
se divertem: um, ao sol,
o outro tem os dois olhinhos
voltados pro girassol.

 

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O unicórnio


 
O unicórnio

Numa área rósea e lisa
dá uns pulos sem igual
o unicórnio da Luiza,
mágico e especial.

terça-feira, 7 de julho de 2026

segunda-feira, 6 de julho de 2026

sábado, 4 de julho de 2026

A suspeita



 A suspeita

A crônica arte
da Luiza mostra do nosso
cotidiano uma parte.

Houve uma suspeita:
"serão gêmeos? – a pergunta
que já foi desfeita.

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Os pés não alcançam o chão


Os pés não alcançam o chão

Balança os pés a criança
ainda não alcançam o chão
o pai a observa e afiança,
terno, a sua evolução.

A criança sequer repara
o olhar do pai com ternura,
ela é ativa, não pára,
o pai quer vê-la segura.

Embora saiba que o filho
seja um filho do mundo
seu desejo é que o trilho 
proposto seja fecundo

e um “pit stop” é o seu papel.
Os pés alcançando o chão
pro pai será um troféu
seu caminho em retidão

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Prudência


Prudência


Coruja no cone

alerta: “a extrema direita

jamais se abone!”

sábado, 27 de junho de 2026

O simples e o belo


 O simples e o belo


Caramanchão de madeira,

a buganvília que sobe

a parede em trepadeira,

porta azul... nada é esnobe,


o que se vê é o esmero,

 vontade de embelezar

não há nenhum exagero

acalma só em olhar


a bicicleta que espera,

tão bom numa cidade 

mansa... lembra primavera!

O foco na qualidade


da vida simples e bela

que de forma alguma ostenta,

ideia que o bom ser zela

porque a bondade se intenta.



música

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Dijon iridescente


Dijon iridescente

Feliz fico e crente
na urbe que me recebe
toda iridescente.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A delicada arte culinária



Os quatro pilares em que se assenta a cultura humana são: a arte, a ciência, a mística e a filosofia. Dessas quatro grandes manifestações de nosso espírito, se fosse para eu escolher uma, escolheria a arte por me parecer a mais lúdica.


Até o século passado, a humanidade dividiu a arte em seis, quais são: a Música, a Dança, a Pintura, a Escultura, a Literatura, o Teatro e agora, a partir do século XX, mais uma, a sétima arte, o Cinema. Sempre acho que cometemos uma injustiça aí quando esquecemos a delicada Arte Culinária, delas talvez a que mais agrega as pessoas. Não é sem razão que Jesus Cristo reunia-se sempre com seus apóstolos em torno de uma mesa frugal, mas generosa.


A cozinha projetada para ser um ponto de encontro de uma casa ou um sítio é sempre um lugar muito agradável, sobretudo se há um artista culinário entre os convivas preparando petiscos para acompanhar a conversa regada a um bom café ou vinho.


Comer é um dos grandes e últimos prazeres que matemos até a idade avançada, mas é preciso saber comer, é uma arte que requer um sentido estético apurado e delicadeza, é necessário que saibamos comer bem e de forma agradável também aos que nos acompanham.


Alguns povos são especialistas e a praticam muito bem, com estética e requinte, como os franceses e os japoneses, por exemplo.


Os franceses têm um dos mais baixos índices de colesterol do mundo, servem-se sequencialmente em pequenas porções acompanhadas com uma taça de vinho, têm a fama internacional de bons gourmets.


Os japoneses são longevos. É o povo que mais pessoas centenárias têm entre eles, por causa de sua saudável, saborosa, delicada, colorida e bela culinária, milenarmente forjada pela limitação de seu diminuto território. Cultivam vistosas frutas e exploram os frutos do mar, especialmente as algas com que costumam envolver o arroz, também muito cultivado.


As outras artes requerem a atenção de um ou dois de nossos sentidos. Se vamos a uma sala de concerto, por exemplo, ouvimos a música apenas e vamos embora sem grandes interações com o outro que está ao nosso lado. Já a arte culinária, além de envolver vários sentidos, senão todos, pode nos conduzir a conversas agradáveis e prazerosas interações.


Influenciados pelo estilo pragmático americano, e pelo corre-corre de seu individualista e neurótico modo de vida, fomos conduzidos às fast foods e deixamos de adquirir a sensibilidade para apreciar com atenção e temperança esta que é eminentemente social, a Arte Culinária.


Nem sonho...


 Nem sonho...

 Imaginação
sequer, pensei em viajar
pro Uzbequistão.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Novo paradigma


Novo paradigma 

Na rota da seda
estou, e penso na queda
de certa moeda.

terça-feira, 16 de junho de 2026

O gesto


 O gesto

No instante, meus
pressentimentos notaram
que era um adeus.



Era a pandemia e fomos passear no jardim da casa da d. Alice que estava sentadinha na varanda de cima quando nos viu e fez este aceno, mas o que me ocorreu de interpretar foi um gesto de despedida, dada a avançada idade dela, 100 anos. Dois meses depois, no dia 12 de agosto de 2020, ela faleceu.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Pepê avisa


 O Pepê avisa

Sobre o bolo vemos:
quantos anos eu já tenho
e quantos seremos.