quarta-feira, 1 de julho de 2026

Prudência


Prudência


Coruja no clone

alerta: “a extrema direita

jamais se abone!”

sábado, 27 de junho de 2026

O simples e o belo


 O simples e o belo


Caramanchão de madeira,

a buganvília que sobe

a parede em trepadeira,

porta azul... nada é esnobe,


o que se vê é o esmero,

 vontade de embelezar

não há nenhum exagero

acalma só em olhar


a bicicleta que espera,

tão bom numa cidade 

mansa... lembra primavera!

O foco na qualidade


da vida simples e bela

que de forma alguma ostenta,

ideia que o bom ser zela

porque a bondade se intenta.



música

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Dijon iridescente


Dijon iridescente

Feliz fico e crente
na urbe que me recebe
toda iridescente.


quinta-feira, 18 de junho de 2026

A delicada arte culinária



Os quatro pilares em que se assenta a cultura humana são: a arte, a ciência, a mística e a filosofia. Dessas quatro grandes manifestações de nosso espírito, se fosse para eu escolher uma, escolheria a arte por me parecer a mais lúdica.


Até o século passado, a humanidade dividiu a arte em seis, quais são: a Música, a Dança, a Pintura, a Escultura, a Literatura, o Teatro e agora, a partir do século XX, mais uma, a sétima arte, o Cinema. Sempre acho que cometemos uma injustiça aí quando esquecemos a delicada Arte Culinária, delas talvez a que mais agrega as pessoas. Não é sem razão que Jesus Cristo reunia-se sempre com seus apóstolos em torno de uma mesa frugal, mas generosa.


A cozinha projetada para ser um ponto de encontro de uma casa ou um sítio é sempre um lugar muito agradável, sobretudo se há um artista culinário entre os convivas preparando petiscos para acompanhar a conversa regada a um bom café ou vinho.


Comer é um dos grandes e últimos prazeres que matemos até a idade avançada, mas é preciso saber comer, é uma arte que requer um sentido estético apurado e delicadeza, é necessário que saibamos comer bem e de forma agradável também aos que nos acompanham.


Alguns povos são especialistas e a praticam muito bem, com estética e requinte, como os franceses e os japoneses, por exemplo.


Os franceses têm um dos mais baixos índices de colesterol do mundo, servem-se sequencialmente em pequenas porções acompanhadas com uma taça de vinho, têm a fama internacional de bons gourmets.


Os japoneses são longevos. É o povo que mais pessoas centenárias têm entre eles, por causa de sua saudável, saborosa, delicada, colorida e bela culinária, milenarmente forjada pela limitação de seu diminuto território. Cultivam vistosas frutas e exploram os frutos do mar, especialmente as algas com que costumam envolver o arroz, também muito cultivado.


As outras artes requerem a atenção de um ou dois de nossos sentidos. Se vamos a uma sala de concerto, por exemplo, ouvimos a música apenas e vamos embora sem grandes interações com o outro que está ao nosso lado. Já a arte culinária, além de envolver vários sentidos, senão todos, pode nos conduzir a conversas agradáveis e prazerosas interações.


Influenciados pelo estilo pragmático americano, e pelo corre-corre de seu individualista e neurótico modo de vida, fomos conduzidos às fast foods e deixamos de adquirir a sensibilidade para apreciar com atenção e temperança esta que é eminentemente social, a Arte Culinária.


Nem sonho...


 Nem sonho...

 Imaginação
sequer, pensei em viajar
pro Uzbequistão.

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Novo paradigma


Novo paradigma 

Na rota da seda
estou, e penso na queda
de certa moeda.

terça-feira, 16 de junho de 2026

O gesto


 O gesto

No instante, meus
pressentimentos notaram
que era um adeus.



Era a pandemia e fomos passear no jardim da casa da d. Alice que estava sentadinha na varanda de cima quando nos viu e fez este aceno, mas o que me ocorreu de interpretar foi um gesto de despedida, dada a avançada idade dela, 100 anos. Dois meses depois, no dia 12 de agosto de 2020, ela faleceu.

segunda-feira, 15 de junho de 2026

O Pepê avisa


 O Pepê avisa

Sobre o bolo vemos:
quantos anos eu já tenho
e quantos seremos.

O mundo é pra se abraçar (instrumental)


quinta-feira, 11 de junho de 2026

O mundo é para se abraçar. (cantada)



O mundo é pra se abraçar 


Para Ásia Central fui viajar, e vou

Já lhe falar de tudo o que vi por lá

Civilização, cultura eloquente 

invisível para o ocidente.


Narcisistas, somos afinal, meu Deus!

Para que tanta soberba, oh Alá!

Calem-se americanos, europeus 

O mundo é mais pra se abraçar!


Samarkanda em azul celestial

Buchara, um poema a respirar

Tashkent e Dushanbé, pulso oriental

História viva a me chamar.


Se o mapa mente ao nosso olhar, amor 

Cabe à alma reaprender a ver

Há mundos que insistimos ignorar

Só ama quem deseja conhecer.


Jam section para o Eduardo.



 Jam section para o Eduardo

Dorme agora bem meu bebê 
que a gente passou um sufoco
Você foi achar de nascer

no carro e deixou o vovô louco. 


Mas correu tudo muito bem

agora é só mamar e dormir

Xixi pode fazer também 

que a mamãe vai até sorrir


E quando acordar vai fazer

carinho, abraçar e cheirar

o mais cheirosinho bebê 

Não vai pros teus irmãos falar. 


Um dia, amor, você vai ver

a família que você tem

eles o amam pra valer

e você os amará também


Música

sábado, 23 de maio de 2026

Noites Asiáticas (Moscou)





Noites Asiáticas (Moscou)


Moscou desperta em luz,

Longe do senso comum,

uma cidade que traduz 

o século vinte e um


Tverskaia em turbilhão,

Risos cruzando o luar,

Cada vitrine uma atração 

Cada bistrô a cantar.


No Café Pushkin, calor,

Velas, conhaque e jazz,

Uma profusão de cor

e a alegria que traz


Quem vê tristeza em Moscou

Nunca viveu seu clarão:

Há fogo em cada avenida,

Há festa em cada estação.


terça-feira, 19 de maio de 2026

Mel



Mel


Mel, vaidosa a passear

Cheia de charme e calor

Só quer saracotear 

Troca olhares e tem humor


Corpinho a balançar

Ela é toda principesca

Corridinha? Nem pensar!

Prefere sombra e água fresca


Com cachorro é “talvez!”

Não é muito de amizade

Com gente não perde a vez

Pra um carinho sem maldade


Se a chuva começa a cair

Corre logo pra se esconder

Trovão faz ela fugir

E de nada quer saber. 



sábado, 16 de maio de 2026

Fleuma felina.


Fleuma felina
 
Os gatos dormitam
à tardinha no jardim –
sequer me evitam.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

No nosso jardim (música: Destinos)


No nosso jardim

Em dupla elas brotam

– flores do deserto – colorem

e de encanto lotam. 



terça-feira, 12 de maio de 2026

Na velô em Paris



Na velô em Paris


Já não tão jovens

nosso coração pediu

uma boa aventura e o corpo assentiu

Paris! Foi a pedida

feliz, a gente foi logo em seguida.


Já em Paris

nas belas margens do Sena

o vento no rosto e a alegria era plena

sobre a velô francesa

tudo era agora surpresa.


Uma parada pra uma Perrier 

que bom, c’est si bon!

Estar aqui com você

e de novo pegar no guidom


Firme destreza

pelas ruas de Paris

lhe traziam juventude e leveza

e a gente aprendiz

de uma vida com beleza.



Música

segunda-feira, 11 de maio de 2026