terça-feira, 31 de março de 2026

Aquarela nas ruas



Aquarela nas ruas

Por onde ando, as ruas
são vívidas aquarelas –
retrato essas duas.

segunda-feira, 30 de março de 2026

O adorno


O adorno 

Na calçada um jarro,
folhas verdes sobressaem 
alegres do barro.

Milongueros


Milongueros
 
Chapéus enviezados,
taças que brilham na mesa –
tangos são dançados.

domingo, 29 de março de 2026

Terra sem guerra.


 Terra sem guerra

Céu azul e claro,
brincadeira sobre a água –
crianças em amparo.

Sensatez é...


 Sensatez é...

Saber sobrestar,
uns goles d'água sorver –
e então reiniciar

sábado, 28 de março de 2026

Jardim interior


Jardim interior

Vasos no balcão –
verde cresce sem alarde
com pouca aguação.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Jardim Japonês


Jardim Japonês

Verde e cachoeira –
paz que o jardim japonês 
nos dá de primeira. 

quinta-feira, 26 de março de 2026

Dois suportes


Dois suportes 

Teresa, no meio
dos livros – a excelência 
no legado esteio. 

terça-feira, 24 de março de 2026

O Legado


O Legado

Pensando em tocar
piano, acorda a pequena -
tem a quem puxar. 

segunda-feira, 23 de março de 2026

Despertar do lago


Despertar do lago

Verde flutuante,
flores brancas sobre o lago –
paz insinuante.

domingo, 22 de março de 2026

Luz de domingo

Luz de domingo

Mesa posta em paz,
verde broto no cristal -
saudade o olhar traz.



Domingo, 22/03/2026, estávamos só os dois, Marcos tinha ido com a famíla para Fleicheiras, Beatriz mora em Brasília, Inês, irmã da Gilda com quem almoçamos aos domingos, tinha ido com a família para Belém, fomos almoçar aqui perto no Balcone, Gilda parecia saudosa, conversamos e fiz essa foto, que transformei em aquarela, e esse haikai quando cheguei em casa. Fizemos a sesta, depois ela foi à missa, fiquei em casa e aproveitei para compor uma música, um jazz dançante instrumental para associar a esse momento e animá-la. Para ouvir é só clicar aqui: música

Caderno de Lisboa


Caderno de Lisboa

Quem nos vê é o Tejo
sorríamos pra selfie num
lugar benfazejo. 

Manhã de domingo (22/03/2026)







sexta-feira, 20 de março de 2026

Bicicleta




 Bicicleta

Baixo a glicemia
depois de umas pedaladas –
saúde e alegria!

quinta-feira, 19 de março de 2026

Dádivas da terra


Dádivas da terra

Mãos colhem verduras
e frutas apetitosas –
sol as fez maduras.

quarta-feira, 18 de março de 2026

O chá e as cores


O chá e as cores

Na xícara, flores
azuis, amarelas, rosas –
chá repousa em cores.

terça-feira, 17 de março de 2026

Tempo de aquarela


Tempo de aquarela

Rama amarela
em vaso azul sobre a mesa —
tempo de aquarela. 

segunda-feira, 16 de março de 2026

Matinal provocação




Matinal provocação 


Luz da manhã cai –

sobre a bike, sensual

garota que atrai. 

sábado, 14 de março de 2026

Hora do angelus



 Hora do angelus

Luz do entardecer,
prédios sorvem o crepúsculo –
lua por irromper.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Ciclista e buganvília



Ciclista e buganvília

Sol do meio-dia:
à buganvília, o calor
ciclista alivia.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Teerã


A paz defronte


Bonança

Ponte de madeira,
primavera que embeleza –
o bem-estar beira.


Refrigério para alma

Jardim na cidade
árvores, flores e córrego –
meia felicidade.

quarta-feira, 11 de março de 2026

Beleza na parede


Beleza na parede

 Flores no cabelo,
domina a cor lilás num
 traço oriental belo.

Bálsamo

 


Bálsamo

Vazo de cor clara,
flores rosadas que espargem
placidez bem rara.

terça-feira, 10 de março de 2026

Jardim à noite


Jardim à noite

Folhas rubras dançam,
pedras em silêncio – ventos
notívagos sopram.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Autoavaliação


 Autoavaliação 

Setenta e três anos –

procuro hoje viver a

vida em vários planos:


nadador, ciclista,

amante da natureza 

com alma de artista.


Volto a compor –

velhos sons tiro do baú,

novos, com rigor


maior os componho

sem o ímpeto do homem jovem,

mas o mesmo sonho 


e o mesmo amor

ao simples que ainda apraz  

ao velho senhor. 

domingo, 8 de março de 2026

Jazz waltz


Jazz waltz


Que canção vou fazer

Pra você quando você crescer?

Já sei, diz meu coração,

Uma jazz waltz!


Que poema vou escrever

Pra você quando eu envelhecer?

Já sei, traz meu coração,

Se ele traz o solte!


Ele se alegra ao ver você feliz

“Acalme-se, relaxe!” – é ele quem me diz –

"O mundo embora tenha sido trágico

Pode ser mágico".


Esqueceu de avisar

Que cresceu e agora quer casar

Eu sei que o meu coração

Não vai suportar


“Suporto, sim! Suporto, sim!

Por amor!” 



música

Ciclista no Horizonte


 O ciclista e as cores

Azuis, céu e mar –
vermelha é a bike que estanca
pro ciclista olhar.

Memória infantil


Memória infantil

Piscina azul
e arcadas do velho Ideal –
à infância recuo. 

sábado, 7 de março de 2026

O bordado


O bordado

Flores de fita
bordadas por mãos prendadas –
primavera dita.

sexta-feira, 6 de março de 2026

Sincronicidade


 Sincronicidade

Coincidência estranha
e bela, na mesma data
o Eterno os apanha.

País solar


País solar 

Cores do Brasil
solar – verde, amarelo e
os tons do anil.

quinta-feira, 5 de março de 2026

Sorriso de veraneio


 Sorriso de veraneio

O verão aquece,
o sorriso floresce ao sol –
o corpo agradece.

Solo noturno


Logo depois da pandemia, andou aparecendo aqui pelas redondezas um negro tocando pistom por umas três noites. Numa delas, vi  que o som vinha da avenida Dom Luiz, abri a janela, ele estava tocando sentado no ponto do ônibus. Descrevi bem direitinho para a IA pedindo um desenho tipo rascunho, ela desenhou tal e qual como o vi. O pistonista era talentoso e tocou uma música do Duke Ellington que logo me chamou atenção: In My Solitude. Fiquei tocado porque o solo estava bonito e chovia, o que dava um tom ainda mais dramático àquela música. Depois ele tocou outras também muito bonitas. Há umas duas semanas, me lembrei disso e compus essa letra e música.


Solo noturno 


Ouço de repente

Um solo na madrugada

E era tão pungente

Que minha alma ficou toda enredada. 


Abro a janela

Um negro com seu pistom

Que música era aquela?

Que talento escondido, oh que dom!


Fiquei quieto ouvindo o seu som

Que a chuva ainda melhorava

Nada igual ouvi em lugar algum

Não sei se acordei ou se sonhava


Calou-se o pistom

A chuva diminuiu 

Depois daquele som

Tristonho, meu sono sumiu. 



música


terça-feira, 3 de março de 2026

A flor e o olhar




Flor de Flamboyant,
olhar firme como um sol
de clara manha

***

A flor e o olhar


Foi como um sol de clara manhã 

me despertou logo aquele olhar

e me atraiu como se fosse um ímã 

que os meus olhos não iam desviar


Naquele tempo éramos jovens nós dois

No seu cabelo uma flor de jasmim

Não me contive, um beijo roubei depois

E guardei zeloso um sonho para mim.


Quando ela chegou de manhã 

No cabelo arrumado e vi

aquela flor de flamboyant

Novamente não resisti


Foi como um sol de clara manhã 

Hoje firme e sempre belo o olhar

a flor era outra, sim, uma flamboyant 

Mas de novo deu vontade do beijo roubar. 



Música