Uma dessas madrugadas acordado,
Enquanto o chá de camomila espera,
Tristemente, o insone pensa num fado
E a sua reflexão tenta ser sincera:
Quanto fato aconteceu na família
É certo, um dia saberá relevar,
Travando sua luta com a vigília
O insone nos pais põe-se a cogitar
Certamente, estariam transtornados
Com as intempéries e aviltamento
Do país de fascistas acanalhados
Velhinhos, seus mais que queridos pais
De plena e feliz vida, em desalento
Findariam, mas Deus sabe o que faz.
* O insone do soneto reflete sobre como os pais teriam sentido a pandemia, o descaso do governo, a ascensão do golpismo fascista, a adesão de filhos, irmãos do insone que provocaram a grande tristeza dele – que um dia saberá relevar – e por isso imagina que provocariam também nos pais, mas conclui que "Deus sabe o que faz", porque os levou antes de um final com total desalento.
* Conversei muito sobre a 2ª guerra com o Papai que tinha horror aos nazifascistas.
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